Dois atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil , no Jardim Imperador, em Suzano, na Grande São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13). Eles abriram fogo a esmo no horário do intervalo e acertaram dezenas de pessoas. Mataram sete estudantes, uma funcionária do colégio e se suicidaram em seguida.

O ataque deixou ao menos 16 feridos, que foram encaminhados para dois hospitais da região — duas dessas vítimas, que apresentam estado clínico mais grave, foram transferidas para o Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Por volta das 9h, os atiradores entraram em uma concessionária de carros que fica na vizinhança da escola, a Jorginhos Veículos. Eles perguntaram pelo nome do dono do estabelecimento e, quando o homem se apresentou, deram três disparos. Na sequência, eles entraram no colégio.

Em uma transmissão ao vivo em uma rede social, uma estudante disse que muitos deles acreditaram que os tiros se tratavam de “bombinhas”.

Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram que um dos atiradores usava um capuz com o desenho de uma caveira, vestia camiseta e calça pretas e luvas na mão direita. Ainda não se sabe a motivação do crime.

Relatos feitos por testemunhas à polícia dão conta que, além de revólveres de calibre 38, os atiradores também portavam coqueteis molotov, machado, um arco e flecha e uma caixa com fios, que levou a polícia a suspeitar que poderia ser uma bomba.

A polícia revelou que os atiradores eram ex-alunos da escola Raul Brasil, mas informou que a identidade deles não seria revelada enquanto durassem as investigações. Mais tarde, porém, o governador João Doria (PSDB) disse que eles provavelmente não eram ex-alunos.

— Provavelmente foi um ato premeditado. Entraram equipados, com máscara, mas a gente não tem ainda a motivação — disse o coronel da PM Fábio Pellegrini.

A escola onde ocorreu o tiroteio (Foto: Facebook / Reprodução)

Segundo ele, a polícia ainda vai investigar se existe uma relação entre o comerciante baleado e os tiros dados dentro da escola.

Após o crime, uma aglomeração de pais e parentes de alunos se formou no entorno do colégio. A PM montou um cordão de isolamento, e a Defesa Civil tenta organizar o encontro entre eles e os alunos.

A Prefeitura de Suzano recomenda que familiares das vítimas se reúnam em um centro de atendimento localizado perto do colégio, onde serão prestadas informações sobre as vítimas.

A escola tem cerca de 1 mil alunos matriculados e 105 funcionários, segundo dados do Censo Escolar de 2017. A escola oferece turmas do 6º ano do ensino fundamental à 3ª série do Ensino Médio.

 

Fonte: O Globo

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