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O consumo de alimentos fritos é comum nos nossos lares, restaurantes, pastelarias e bares. E depois dessas frituras, o que fazer com o óleo usado? Para muitos a solução mais prática e rápida é jogar no ralo da pia, no vaso sanitário ou no lixo comum.

Essa atitude não é a correta, pois o descarte do óleo de cozinha de forma inadequada pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente. Ao descer pelo ralo, o óleo vai para a rede de esgoto e pode entupir as tubulações, contaminar os lençóis subterrâneos, liberar gases tóxicos durante sua decomposição, impedir o escoamento natural da água da chuva. Vale destacar que, apenas um litro de óleo é capaz de contaminar em torno de 25 mil litros de água (ECÓLEO, 2013).

Os impactos causados pelo descarte indevido do óleo de cozinha ao meio ambiente são evidentes. Porém, no Brasil poucas legislações englobam o assunto específico sobre o resíduo de óleo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é o amparo legal, em seu art. 30, define resíduos sólidos como sendo:

Todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

É importante ressaltar que a legislação só será eficaz quando acontecer a mudança de hábitos na sociedade de modo geral. Dessa forma, faz-se necessário o envolvimento de todos para garantir a continuidade da vida na Terra. Visto que o hábito de descartar o óleo de cozinha na pia ou no lixo comum é uma prática cultural, que ao longo dos anos causa impactos negativos ao meio ambiente.

Por tanto o reaproveitamento do óleo de cozinha é a melhor opção para minimizar esses impactos negativos causados ao planeta, ou seja, é uma saída sustentável para a preservação do meio ambiente. O processo de reaproveitamento não é complicado, mas exige de todos consciência ambiental e boa vontade. Existem diversas finalidades para esse óleo usado, como por exemplo a fabricação caseira de sabão líquido e em pedra.

Por isso nem pense em jogar o óleo de cozinha usado na pia. Guarde- o em garrafas PET e depois destine às entidades, ONGs e empresas que fazem a coleta e transformação desse óleo, ou você mesmo pode fazer o seu sabão em barra de modo caseiro e econômico. Veja essa receita simples:

Materiais: 5 litros de óleo de cozinha usado, 2 litros de água, 200 mililitros de amaciante, 1 quilo de soda cáustica em escama.

Preparo: coloque cuidadosamente a soda em escamas no fundo de um balde e acrescente a água fervendo. Mexa até diluir todas as escamas da soda e depois adicione o óleo e mexa. Em seguida, adicione o amaciante e mexa novamente. Jogue a mistura numa fôrma e espere secar. Corte o sabão em barras.

OBS: Seja muito cuidadoso com o uso de soda cáustica. Para isso, utilize luvas, avental, máscara, óculos protetor e esteja de sapato fechado.

Diante do que foi exposto é notório que o assunto é simples, mas a mudança de atitude é de grande relevância para preservação do meio ambiente. Dessa forma a melhor maneira de lidar com o problema é sensibilizar as pessoas da necessidade do reaproveitamento do óleo de cozinha. Por isso, incentive seus amigos, familiares e vizinhos a descartar corretamente o óleo de cozinha usado. Precisamos cuidar do nosso planeta Terra!

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

ECÓLEO. Consulta geral na homepage. Disponível em:. Acesso em: 10 de Abril. 2019.

Por: Bióloga Gervânia Ribeiro

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