Foto: Leandro Daniel

O Método Boquinhas, uma técnica que contribui para reduzir as dificuldades de aprendizagem das crianças e tem sido bastante usada no sul do Brasil, foi apresentado em Campo Formoso (BA) durante um curso promovido pela equipe de psicopedagogas no final de semana.

O processo consiste em utilizar jogos lúdicos, livros e outras ferramentas em casa, clínicas ou sala de aula para a facilitar a articulação da boca e a pronúncia correta das palavras para corrigir a dislexia. Na Bahia, a principal multiplicadora é a neuropsicóloga, psicopedagoga e especialista em Educação com Pessoas com Autismo, Liliane Reis, natural de Valença (BA).

Foto: Leandro Daniel

Ao blog Notícias Notícias iMais, a profissional afirmou que várias já instituições de ensino e clínicas particulares já aderiram ao método. “Ele inicialmente foi construído para pessoas com dislexia, mas como o resultado foi tão bom, as escolas começaram a usar o Boquinhas nas salas de aula regular. (…) É uma proposta inclusiva porque consegue alfabetizar todo e qualquer tipo em criança”, disse.

O curso promovido em Campo Formoso (BA) no sábado (19) e no domingo (18) e reuniu cerca de 30 profissionais de cidades da região, entre eles Jacobina (BA) e Senhor do Bonfim (BA).

“O curso habilita o professor para trabalhar o som das letras, a consciência fonológica, sobretudo com algumas habilidades pautadas na neurociência que ajudam crianças a se apropriarem da leitura e escrita”, afirmou o participante e pedagogo Edeil Reis do Espírito Santo.

Além do encontro presencial, a capacitação terá atividades pela internet. Segundo a psicopedagoga Neide Araújo, a discussão traz uma nova compreensão da realidade do ensino infantil.

“O método que a gente utilizava há alguns anos já não é mais eficaz. As crianças estão tendo acesso a outras informações, em outro momento social, dentro de outro contexto familiar. O profissional precisa ter essa sensibilidade, entender o desenvolvimento humano e conhecer sobre alfabetização, neurociência e como aplicar isso”, comentou a profissional ao Notícias iMais.

Outra psicopedagoga e uma das organizadoras do evento, Neila Gama, reforçou que as crianças de Campo Formoso ainda apresentam problemas durante a formação e o método poderá resolver a situação. “Estamos lidando diariamente com crianças que têm dificuldades de aprendizagem. E achamos esse método diferente do que a gente já vinha sendo trabalhado”, afirmou a profissional da educação infantil.

 

Por: Leandro Daniel/Notícias iMais

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