Foto ilustrativa da internet

Os estudos apontam que o TDA resulta do mau funcionamento neurobiológico, ou seja, da bioquímica do cérebro, a partir de uma alteração metabólica o que se refere a região pré-frontal cerebral. A Região frontal do cérebro e a principal responsável pelo comportamento humano, desta feita as falhas na bioquímica desta região explicas as dificuldades encontradas em pessoas com TDA. É importante salientar que o transtorno pode acometer pessoas da mesma família, por se tratar de uma carga genética e, que em alguns casos existe comorbidades com (depressão, ansiedade…)

No menor em fase pré-escolar e na escola é comum problemas de atenção. Porém, a variabilidade dentro destes déficits é enorme: encontramos crianças para as quais é difícil enfocar a atenção ou cujos lapsos de atenção são mais breves.  (GÓMEZ, 2008, p.134).

Ultimamente as instituições escolares tem queixando-se muito acerca desta temática, e realmente o TDA tem acometendo um número importante de crianças. A pessoa que apresenta TDA não presta atenção no que está fazendo, apresenta uma significativa dificuldade em reter informações, perdem o foco com facilidade para com o que estão ouvindo ou vendo, ou seja, para o ensino aprendizagem. O transtorno de Déficit é notado com maior ênfase em crianças que estão em idade escolar, em fase de alfabetização, bem como, em época de realizar avaliações, onde a atenção é primordial.

Como a criança que apresenta TDA tem muita dificuldade de foco e memória são “rotuladas” de não querer nada, de ser distraído, o que é prejudicial para a autoestima do sujeito. É preciso compreender a criança com TDA, pois as mesmas podem apresentar muitas potencialidades, são capazes, podem até mesmo apresentar o hiperfoco que pode ser usando de maneira positiva, são muito inteligentes tem interesse em trabalho com arte, publicidade e etc.

É pertinente fazer uma ressalva concernente ao diferencial entre TDA e TDAH, uma vez que as principais características do TDA estão relacionadas com a desatenção, e o TDAH além da desatenção apresenta a impulsividade e a hiperatividade

A desatenção tende a aparecer quando a criança está envolvida em tarefas que necessitam vigilância, reação rápida, investigação visual e perceptiva e atenção sistemática e constante. Impulsividade refere-se a ações precipitadas com o potencial de um desfecho negativo (p. ex., em crianças, atravessar a rua sem olhar; em adolescentes e adultos, abandonar de repente a escola ou o trabalho sem pensar nas consequências). A hiperatividade envolve atividade motora excessiva. Crianças, especialmente as mais pequenas, podem ter problemas para permanecer sentadas calmamente quando for esperado que o façam (p. ex., na escola ou igreja). Pacientes mais velhos podem ser simplesmente agitados, inquietos ou falantes—às vezes ao ponto de fazer com que as outras pessoas se sintam cansadas só de observá-los.

A desatenção e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades acadêmicas e estratégias de pensamento e raciocínio, motivação escolar e exigências sociais. Crianças com déficit de atenção predominante tendem a desistir diante de situações que exigem desempenho contínuo para complementação de tarefas. (INDIAPORÃ,2019).

A pessoa que apresenta desatenção, sempre comete erros por não focar no que está fazendo, não observa detalhes que são notados pelas demais pessoas, não consegue se concentrar durante uma atividade escolar ou um jogo, não consegue seguir instruções, não apresenta interesse em atividade que envolva esforço mental.

É importante que a família, a criança desatenta e a escola sejam orientandas, para que assim a qualidade de vida e aprendizagem da criança sejam efetivadas, e as potencialidades do sujeito sejam trabalhadas de formas eficaz, garantindo assim um desenvolvimento exitoso em todas as áreas.

Por: Psicopedagoga Neila Gama

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