Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Sérgio Lima-Poder360)

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (26) que está comprovado o caso positivo de coronavírus no Brasil. Trata-se de um homem que mora em São Paulo, tem 61 anos, e veio da Itália. Esse é o primeiro caso da doença no país e em toda a América Latina.

Além dele, há outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas.
O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (26) que está comprovado o caso positivo de coronavírus no Brasil. Trata-se de um homem que mora em São Paulo, tem 61 anos, e veio da Itália. Esse é o primeiro caso da doença no país e em toda a América Latina.

De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o paciente com Covid-19 chegou ao país vindo da Itália. Ele estava assintomático e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Antes, ele havia participado de uma reunião familiar, o que levou o Ministério da Saúde a colocar 30 pessoas que tiveram contato com ele em observação.


O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, afirmou que ele é hipertenso e que por ter mais de 60 anos está entre os pacientes que apresentam maior risco, mas no caso dele específico, os sintomas são leves e a doença não evoluiu para um quadro mais grave.

O hospital Albert Einstein registrou a suspeita, fez um teste, que deu positivo. O caso foi para o Instituto Adolfo Lutz para contraprova, que foi concluído em três horas, comprovando a infecção por coronavírus. A média de conclusão do exame é de três dias, segundo Mandetta.

Passageiros não ficarão em quarentena

De acordo com o ministro Luiz Henrique Mandetta, os passageiros que estavam no avião com o paciente detectado com Covid-19 não serão postos em quarentena.

Entretanto, alguns passageiros devem ficar em observação: a partir da poltrona onde o paciente viajava, serão monitorados os passageiros dos lados e das duas fileiras à frente e atrás.

“São as duas fileiras à frente. O indivíduo [infectado] está sentado nessa fileira. Então pega-se os laterais dele, a da frente e a outra. Essas pessoas – foi assim que foi feito nos protocolos de influenza – são contactadas pela Anvisa”, explicou Mandetta.

“Quando a gente confirma o caso, imediatamente isso é comunicado a eles [Anvisa] para comunicar com esse padrão de comunicação: no avião em que você estava, na poltrona anterior à sua, ou duas atrás da sua, caso você tenha febre, tosse etc, deve comunicar ao profissional de saúde que você estava nesse avião, de onde veio, número do voo, poltrona, para que ele possa pensar na possibilidade do coronavírus mesmo que você não esteja vindo da área acometida.”

“Mas não existe quarentena, porque não existe eficácia nesse tipo de situação”, afirmou.
Repatriados de Wuhan e caso confirmado em SP

O ministro da Saúde esclareceu as diferenças entre os casos dos repatriados de Wuhan, que ficaram em quarentena em uma base militar em Goiás após chegarem da China, e o caso confirmado de Covid-19 em São Paulo, que está em quarentena familiar.

Sobre os repatriados, Mandetta disse que eles vieram de uma região epidêmica e iriam para diversas partes do país, o que poderia espalhar o vírus caso estivessem infectados.

“É de bom senso que você traga [ao Brasil] e aguarde 14 dias [para checar os sintomas]”, afirmou Mandetta. Ele relembrou que foram feitos testes antes do embarque e durante a quarentena – todos deram negativo para a doença.

Já o paciente de SP esteve em trânsito quando estava assintomático e já estava em casa quando apresentou os sintomas.

“Você levar este paciente para dentro de um ambiente hospitalar só aumenta as chances de outros pacientes, em estado debilitado, serem acometidos”, afirmou.

“O isolamento domiciliar é o mais recomendado [para casos leves]. Temos que levar pessoas com quadro respiratório grave para o ambiente hospitalar, mas não pessoas que estão com resfriado, em bom estado geral, se alimentando, com febre baixa e que usam qualquer um desses antitérmicos [para aliviar os sintomas]”, afirmou Mandetta.

 

Fonte: G1

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