Foto: arquivo pessoal do historiador José Carlos Martins

Domingos de Azevedo Dantas, nasceu em Andaraí, na Região da Chapada Diamantina (BA), em 30 de maio de 1916. Filho de Ana Cândida de Azevedo Dantas e Raul Reinaldo Dantas.  Em 1940, formou-se em Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia. Voltou para Andaraí logo após sua formatura e, lá, trabalhou por dois anos, onde também atendia a clientes das cidades de Lençóis e Mucugê.

Em 1942, a convite do primo Crésio Dantas, montou um escritório de advocacia em Campo Formoso. Nesta cidade, conheceu Ruth Galvão, com quem se casou em 1943, e teve sua única filha, Ana Maria.

Foto: arquivo pessoal do historiador José Carlos Martins

O Primo Crésio, retornou, para Salvador e Domingos Dantas, permaneceu em Campo Formoso, advogando e ensinando no Ginásio Augusto Galvão, onde foi Professor de História, Geografia, Desenho e Literatura. Foi um dos fundadores desse Ginásio e do qual viria a ser diretor por alguns anos. Advogado militante seu escritório foi um dos mais movimentado da região.

 Membro da Associação Baiana de Imprensa como Jornalista, em 1946 fundou e dirigiu o jornal “A Semana” que circulou com expressiva aceitação na Região até meados da década de 1950.

Bibliófilo desde 18 anos, Domingos Dantas, deixou uma das maiores bibliotecas particulares do interior do Brasil, em cujo acervo encontram-se obras, parte das quais autografadas por escritores brasileiros. Com vários deles mantinha constante correspondência. A Bibliofilia de Domingos Dantas começou em 1934. Foi quando teve a ideia de enviar livros que comprava a seus autores, a fim de que eles os autografassem, formado assim uma extensa coleção que cobre grande números de escritores brasileiros modernos e contemporâneos.

Foto: arquivo pessoal do historiador José Carlos Martins

Certa vez em uma entrevista ao jornal a “A Tarde” disse: “Minha coleção é o resultado de longos anos de trabalho, insistência e paciência. É trabalhosa e cansativa. Mas é uma mania que me proporciona imensa satisfação. Basta uma dedicatória ou apenas um autógrafo em um bom livro, ou somente um livro para compensar todos os sofrimentos, angustias, atribulações e desenganos que a vida nos dá.

A biblioteca de Domingos Dantas, bastante visitada por estudantes da época, hoje é preservada pela família em Campo Formoso, na casa de sua filha, a Senhora Ana Maria.

Em 1964 passou a sofrer de uma artrite reumatoide que lhe deformou as mãos e o impedia de se locomover. “Continuo lutando sem esmorecer, procurando servir ao Direito e à Justiça, enquanto Deus me der forças.  Domingos de Azevedo Dantas, faleceu em 10 de maio de 1978. Deixou Ruth, sua esposa, (falecida em 2004), doce companheira de todas as horas, bálsamo de suas feridas e conforto de seus sofrimentos, a filha Ana Maria, casada com o eletrotécnico, Manoel Joaquim de Oliveira e Silva Filho, (Manu) três netos, Marcos Rogério, Frederico e Marilia e os Bisnetos, Davi e Miguel.

Ficam o exemplo do ser ético que foi Dr. Domingos de Azevedo Dantas e o apreço que, como bibliófilo e leitor, ele tinha pelos os livros. A esse respeito, lembramos o que disse o autor Gaúcho, Mario Quintana, que bem conhecia e costumava citar: “Dupla delicia/ O Livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.”

Historiador José Carlos Martins (Foto: arquivo pessoal)

Referência:

Domingos Dantas, Livro de Crônicas “Previsões do Tempo” -Campo Formoso: Andaraí edições, 2012.  203 págs.

“JOSÉ CARLOS MARTINS”, Historiador e Pesquisador da História de Campo Formoso (BA).

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