De uma simples “cutucada” a uma aproximação mais efetiva. Esse é o cenário da relação entre o deputado federal Elmar Nascimento (União) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Com a aproximação do “Festival das Esmeraldas”, em Campo Formoso, Nascimento já teria enviado um convite para o ministro, aumentando as possibilidades de um reencontro e a pacificação na relação.

Segundo informações obtidas do Bahia Notícias, todos ministros estariam na lista, porém, o nome de Rui Costa chama a atenção. O BN não conseguiu confirmar se o convite foi aceito ou declinado e se já chegou ao minsitro. Aliados do deputado federal indicaram que Rui está na lista. Recentemente, a relação entre o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes, Elmar, adversário histórico do deputado estadual e Rui foi tema de um diálogo, quando o petista brincou com a situação.

“Saudar o deputado estadual Adolfo Menezes. Fez evento lá na cidade [Campo Formoso], não me chamou. Tá certo. Marcar uma reunião com outro amigo lá de Campo Formoso”, disse Rui durante evento na Bahia. Adolfo e Elmar travam uma dura batalha política na cidade, onde o atual prefeito, Elmo Nascimento, irmão de Elmar, comanda o município.

A relação de Rui e Elmar tomou outros contornos durante a arrumação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando foi discutida a participação de partidos como o União Brasil na gestão. O nome de Elmar foi cotado para assumir o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, tendo sido vetado, inclusive, por Rui Costa. O União foi contemplado com Daniela Carneiro, sendo substituída por Celso Sabino.

Elmar passou a ser refutado por dirigentes petistas por ter criticado o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da campanha presidencial. Às vésperas do segundo turno, o líder do União Brasil na Câmara dos Deputados afirmou, de maneira indireta, em evento em Campo Formoso, que do lado do então candidato petista “só tem condenado ou ex-presidiário”. O áudio circulou no gabinete de transição e, segundo dirigentes petistas, o conteúdo foi preponderante para um afastamento nos meses iniciais do governo Lula.

Porém, com a intensificação do debate para uma eventual disputa na presidência da Câmara, aliados apontam para uma diminuição no tom, na busca de pacificar o apoio do governo Lula, para 2025. A interlocução também passaria por Rui, que teria novamente o poder de veto. A decisão passaria pelo desentendimento na Bahia, reforçando a realidade do enfrentamento de Elmar e Rui.

 

Bahia Notícias

 

 

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