Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues avaliou, nesta terça-feira (11), em entrevista coletiva durante a Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, as reivindicações dos Defensores Públicos do Estado (DPE) em meio à greve da categoria. Ontem, eles realizaram uma manifestação em frente à Governadoria pedindo brevidade na aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 154/2023, que pede reparação do déficit estrutural, além de equiparação salarial com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça.

“Não sentei ainda definitivamente para entender, só sei que eu não posso oferecer [muito]. Olha o que aconteceu com os 4%, começamos com 2,6%, negociando chegamos a 4% de aumento. Eu queria pagar 10%, eu sou servidor público. Eu vou botar 10% para depois não pagar? Não ter salário?”, ressaltou o gestor.

Além dos servidores jurídicos, Jerônimo conta que segue em reunião com profissionais de outras categorias para discutir as propostas de reajustes “economicamente viáveis” para os cofres estaduais. “Da mesma forma as demais categorias, eu tô sentando com quem eu posso pagar. Meu gabinete [a equipe], já disse que eu não tenho condições de botar na tinta o que eu não tenho no cofre, então fazer [reajuste] para agradar, eu não vou. Qualquer órgão, o Ministério Público, o TJ [Tribunal de Justiça] ou até mesmo a Defensoria sabe que eu só vou responder algumas questões quando eu tiver dinheiro em caixa”, concluiu.

Em estado de greve desde abril, os defensores públicos se reuniram, mais uma vez, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), na tarde desta terça, com o objetivo de pressionar os deputados para a aprovação do PL. Frustrando os manifestantes presentes, o PL que tramita há cinco anos e quase foi votado em dezembro, sequer entrou na Ordem do Dia e segue sem previsão de quando será apreciado.

O líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), ressaltou que o projeto precisa estar “maduro” para ser votado, citando a necessidade de ajustes na pauta. Ele também frisou que as discussões nesse sentido seguem avançadas entre a Casa Civil e a categoria.

“Alguns deputados defendem a defensoria como eu defendo, mas nenhum desta casa defende mais que eu”, pontuou, em resposta ao oposicionista Júnior Nascimento (União) que, no horário da representação partidária, no Pequeno Expediente, afirmou que “eu já vi categoria ser humilhada pelo governo, agora igual a defensoria pública eu estou para ver”. Nascimento também acusou o governo Jerônimo de estar “enganando” os defensores, dando falsas esperanças de pautar o projeto”.

 

Bahia Notícias

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